O Rio
Descendo e seguindo
A força das águas
Posso ouvir ao longe o uivo
E ver as sombras que bebem as lágrimas
Saio do barco e observo sentada
Na margem,meus pés sobre a lama
A vida sobre meus pés.
Cada vez mais vejo os corpos
Que passam,que descem e continuam
Sempre no mesmo ritmo
Almas que seguram o caminho do rio
Mas esqueceram de tomar folego
Pois ele des´agua no mar.
Lugar cheio de lamúrias
E sorrisos de raias
Um mundo coberto de surpresas
Nem mesmo o rei sabe controla-lo
Nem mesmo Poseidon as vezes pode
Contrariá-lo.
Cada tempestade criada é uma alma
Que esta sendo aprisionada
De alguém que caiu e perdeu suas asas
E embebedou-se nos desejos da carne
Quem adivinhará o que esconde
O baú que flutua sobre tais águas inquietas
Que engole sem perdão quem se aventura por elas...
Poeminha do contra

É impossível ler esse poema sem que ele povoe nosso imaginário com sensações e visões por ele evocadas. Excelente trabalho. :D
ResponderExcluirMe lembrou um pouco as paisagens descritas no Inferno de Dante na Divina Comédia, mas não somente isso... a lama e a vida são alegorias muito interessantes.
Abração moça.