O Grito
Andando por ruas supostamente
Alegres,vejo tudo como deveria ser
Marionetes que se locomovem
Em um compasso acelerado
Sempre com os mesmos movimentos.
No momento o céu esta entre nuvens
Negras ,um cinza triste e arrepiante
E por mais que hoje esteja um brilhante azul
Onde o rei predomina majestos
Ainda sim para eles continuará escuro.
São eternamente julgados
Pelos seus atos,simplesmente
Por terem escolhido serem livres
Pórem livre de problemas familiares
Pois nas calçadas ou embaixo da ponte
A prisão na miséria talvez seja eterna.
Mas o a gargalhada daquele moço
Maltrapilho onde junto chamava
Moça , moça,moçaaaaa!!!!
Ecoou dentro de mim como um grito
Estridente,traduzindo em :
Pelo amor de Deus me ajude!
Infelizmente muitos ja perderam
A sanidade e poucos decifram ,
A maneira de pedir ajuda.
Aprendi algo com um velinho
sentado na praça que procurava
Algo para suprir parte da fúria
De seu estômago.
Voltou-se para mim e disse :
-Olá bela moça,sim eu estou fuçando e revirando
Esta lata de lixo,não sou visto como digno aos olhos
Da sociedade,mas de uma coisa estou certo,mocinha,
O meu pincel continua o mesmo.
De vez enquando ainda escuto aquele grito
Mas estou certa que devo conservar meu pincel
E não me importar com a marca das tintas,
Pois a mais simples que usei conserva parte ,
De meu desenho e a outra escorreu com o suor,
Não resistiu á mais fraca das batalhas.
Poeminha do Contra

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